Assim como a terra, sendo a Mulher extensão da terra, ou a própria terra, a Mulher também é regida pela Lua, e assim, possui seus ciclos. É muito importante que esse ciclo seja respeitado, para sua saúde física e emocional, e seu desenvolvimento espiritual. Assim como a Lua, a mulher tem sua fase crescente, cheia e decrescente, e uma fase nula, como a chamada Lua Nova, que na verdade é a ausência da Lua. Dessa forma a Mulher também possui essa fase nula, ou ‘nova’, na qual se ausenta dos olhares, para um resguardo, um descanso, no qual seu brilho fica ofuscado, e que gradualmente vem reaparecendo, até durante uma semana brilhar com toda a força e todo vigor, justamente seu período mais fértil, na Lua Cheia.
Dentro de suas atividades em todos os níveis, em geral, inclusive nas relações entre as pessoas, em especial com seu companheiro, é fundamental que a mulher observe o seu próprio ciclo, da sua lua interna que rege seu ciclo menstrual, assim como da Lua Mãe, pois ambos os ciclos a influenciam, e quanto mais conectada estiver a Mulher com a Mãe Geradora, mais seu ciclo ira coincidir com o Ciclo da Lua. Alterações de humor, gênio, desejos, vontades, ânimos, criatividades, são muito comuns nas mulheres e muito naturais, quanto mais observarmos isso e relacionarmos com o nosso ciclo e o ciclo da Lua, mais vamos nos conhecer, e ter controle sobre nós próprias, sem depender de medicações e outras intervenções alheias, que ignoram esse conhecimento ancestral.
A fase ‘nova’, nula, ou de resguardo, em que há o fluxo menstrual, é um período em que a mulher está muito sensível, introspectiva, e também com um poder de percepção e intuição muito aguçado. Esse é um momento especial para a meditação, estudos, em especial para a conexão com a Mãe Terrena e a espiritualidade, pois seus centros e canais de energia estão mais abertos. Por esse mesmo motivo, para sua própria proteção, é interessante que fique recolhida para não ficar tão vulnerável a energias indesejadas nessa fase tão delicada, e poder aproveitar ao máximo esses dias, pelo menos os mais intensos. Além disso, nesse período, as emoções e os pensamentos sofrem alterações, que influenciam nas nossas relações pessoais, muitas vezes podendo gerar conflitos com aqueles que não possuem o entendimento das fases dos ciclos femininos. Somente com a maturidade e o auto-conhecimento vamos percebendo e compreendendo essas alterações, e esse momento de silêncio e introspecção é muito importante para essa auto-percepção e auto-controle mental e emocional.
Todas as sociedades ancestrais possuem esse conhecimento dos ciclos femininos e o respeitam rigorosamente e naturalmente, sejam sociedades indígenas ameríndias, africanas ou de outras origens. Mas o ritmo de vida e a deseducação atual moderna distancia a mulher de sua natureza e a faz dependente de inúmeras drogas, como os anticoncepcionais, por exemplo, que fazem com que as mulheres pensem-se livres por estarem decidindo quanto ou não gerarão um filho. Porém esse e outros métodos contraceptivos, assim como cosméticos e outros produtos feitos para as mulheres, são responsáveis por inúmeras doenças hoje muito comuns. Essa supressão de sua natureza encontra um efeito em cistos, feridas, infertilidade, e inúmeros problemas emocionais e psíquicos tão comuns nas mulheres “modernas”.
A riqueza e a saúde que podem ser trazidas para a vida das mulheres se simplesmente observarem o seu ciclo e perceberem-se como parte dessa terra Mãe maravilhosa que gera todos os seus frutos com Amor incondicional, proporciona um autoconhecimento e controle pessoal libertador, inclusive no próprio acompanhamento de seu período fértil e controle de natalidade, sem utilização de drogas e outros instrumentos incisivos.
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